
Há um provérbio popular que diz:
“É melhor ter amigos na praça do que dinheiro na caixa”.
Na verdade, nada substitui a presença, a palavra sincera e o calor de um irmão-amigo nas relações interpessoais.
Não estou a falar do “conhecido”, estou a falar do amigo, cúmplice na alegria e na tristeza, na vitória e na derrota;
Falo daquele que consegue olhar nos olhos sem cobrança nem desconfianças.
Amizades sinceras e permanentes não se agendam nem se contratam, nascem e fluem num ambiente de fraternidade e confiança, através da ponte do amor.
Fazer amigos é construir pontes, interligar abismos, estabelecer rotas para o diálogo e crescimento mútuo, fazer contactos.
Quem adquire o hábito de fazer novos amigos abre portas para o mundo; nunca mais estará sozinho nem andará em apertos.
É dessa forma que se pode estar ligado bem junto a alguém que mora em outro continente, muito mais do que com o vizinho de porta.
No entanto, não se constrói ponte sem correr riscos: de rejeição, de traição, de hipocrisia e até de morte.
Mas, se viver é correr riscos, amar também implica isso, vale a pena então bater essas portas, pois quem acha um amigo acha um bem incalculável, um tesouro escondido, uma grande bênção.
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